NECA

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sábado, 23 de setembro de 2017

RIO DOURO

RIO "DOURO" FOGO E PAIXÃO AO ENTARDECER

POEMAS PARA PORTUGAL

“ENTARDECER NO DOURO”

FOGO E PAIXÃO



NM
Por: Neca Machado-Amazônia-Brasil
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 15 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)





“ENTARDECER NO DOURO”





Talvez o infinito traduza a conceituação de FOGO.

Mas a AGUA,
Determina a emoção. E a cidade se enche de NEGRO, para seu brilho noturno, misturando suas cores com a Maré.



O DOURO É AGUA E FOGO.
Combustão na alma e pura expressão de espanto.
Um “plasma” de sentimentos
Que rompe as estrelas
E segue seu curso,
Hipnotizando incrédulos.

FOGO celestial que rompe sobre o DOURO
Ao entardecer,
Não tem definição.
Nem as ciências física e química, o definirão.
Mas, a ARTE, que é a expressão da habilidade humana,
O traduzirá, em uma aquarela.
Misto de cores sobrenaturais.
E ele soberano, rompe, sobre a Ponte D. Luiz
E sorri, sobre os mortais.

E notívagos, o poetizam
Amantes sussurram suas promessas
E as selam com cadeados, deixados sobre o frio metal
Na mureta do Mosteiro da Serra de Pilar.



E o FOGO, sobre as AGUAS do DOURO
A bailar...
Em sonetos rimados na maré.
E as gaivotas num sobrevoo noturno
Rumo aos sonhos.
Entoam seu grito de despedida.




E o ENTARDECER sobre o DOURO
Se imortaliza, nas lentes de passantes
Trêmulos pelo frio de outono,
Em linguagens mundiais, de puro êxtase.
No abrir dos olhos de orientais,
Na serenidade da meia idade,
Na sutileza dos arianos,
E a alegria estampada no rosto de afrodescendentes,
Que não economizam exclamações de contentamento.



E o FOGO rompe sobre a AGUA,
Em uma dança surreal.
Numa orquestra sinfônica de sussurros, silente
Deixando sua marca, na memória, e nas lentes.
De sua passagem rumo ao infinito.



ASSIM! É O ENTARDECER SOBRE O DOURO.



COM AFETO DA NECA -How I love you - Engelbert Humperdinck (With lyrics)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

AMO PORTUGAL

A VIDA É ESCOLHA - E "EU" (NECA MACHADO)- ESCOLHI AMAR PORTUGAL

POEMAS PARA PORTUGAL



NM
Por: Neca Machado-Amazônia-Brasil

AMO PORTUGAL, SIMPLESMENTE AMO!

 (Amo contemplar o por do sol nas Praias de GAIA)

O AMOR!
Há o amor tão cantado e poetizado...

O amor, tão erotizado.
O amor tão entranhado na alma,
E o AMOR...(?)
Tão indefinido.

AMO, SIMPLESMENTE, AMO, PORTUGAL...

AMO PORTUGAL,
Porque amo o Douro, e o TEJO, com seus cursos infinitos, em suas rotas históricas...
AMO as Pontes, há as pontes, como a de D. Luís, Arrábida, do Infante...
Amo os sabores do mar, que me embriagam quando chegam ao palato.
Amo as flores, que me perfumam e me seduzem, embriagando meus sonhos, e elevando meu romantismo nato.
Amo o oceano aos meus pés, mas, o temo, pela sua fúria incontrolável, e pelo seu poder...
Amo as catedrais, e sussurro minha prece em meio a fé que me move.
Amo a canção sofrida cantada no meio da rua, por um fadista que emociona ao soltar seu choro cheio de sonetos e rimas.
Amo o poeta solitário, que desbrava sua poesia ao encontro do amor.
Amo o cantor de um só ouvinte, em muitas calçadas, à espera da primeira moeda.
Amo o ruído do comboio, que se torna um avião na terra ao atingir 200 quilômetros por hora, levando minha ânsia de descobrimentos a novos mares e lugares.
Amo o vento frio de outono, que deixa a elegância florir nas ruas, trazendo mais frescor a vida.
Amo as ruas livres para os meus pés.... Sem obstáculos, livres, simplesmente belas e acessíveis.

AMO PORTUGAL, SIMPLESMENTE AMO PORTUGAL.


AMO, A MINHA FÉ, E AMO IR A BELAS CATEDRAIS NO PORTO



  AMO A GASTRONOMIA DOS SABORES DO MAR 


AMO, A HISTORIA


AMO CONTEMPLAR MONUMENTOS HISTORICOS


 AMO PEGAR UM AVIÃO E SUMIR DE PERTO DO (ESGOTO)



 AMO AS MARINAS DO TEJO



 AMO O RIO DOURO (tenho um blog em sua homenagem-www.douroempoesia.blogspot.com


(AMO O FADO DE RUA)


Como as embarcações no cais a espera de um bom vento,
Iço minhas velas imaginarias, e abraço o mar,
Perpetuando o perfume das flores na memória.
Como o farol a iluminar o viajante.
Amo a orquestra que com sua música me transporta ao paraíso.
E torno meus sonhos realidade, ao ACREDITAR, que realmente AMO PORTUGAL.
ASSIM. É O AMOR, INEXPLICAVEL.



AMO AS PRAÇAS


AMO O OCEANO ATLÂNTICO NA ORLA DO PORTO

AMO O OCEANÁRIO DE LISBOA 



sábado, 16 de setembro de 2017

CONTOS DA NECA MACHADO-AMAZONIA

ESTORIAS DA BEIRA DO RIO AMAZONAS POR NECA MACHADO

“CONTOS DA NECA MACHADO QUE ENCANTAM...”
CONTO: OS MORADORES DA PEDRA DO GUINDASTE

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 10 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)








CONTO: OS MORADORES DA PEDRA DO GUINDASTE

Imponente sobre a Pedra do Guindaste que desabrocha no leito do Rio Amazonas em frente a cidade de Macapá no estado do Amapá, a bela imagem de São José, esculpida pelo português Antônio Pereira da Costa, é a mais presente testemunha de que há um mundo invisível ao seu redor.

A Pioneira já próximo de seu centenário querendo como que abrir sua caixa de memorias, resolveu encantar seus ouvintes privilegiados com suas estórias sabiamente eternizadas por décadas em um livro escrito com pensamentos. Começou dizendo que o Santo angustiado com a cidade, não queria olha-la de frente, ficou décadas de costa para Macapá, depois de muitas estórias, segundo ela, ele foi virado e está de lado para contemplar a saudade do belo Igarapé das Mulheres, nem de frente, nem de costa, de lado, repetia ela com seu sorriso enigmático.
E continuou!
Só ele, apontava para São José, só ele; conhece os verdadeiros segredos daPedra do Guindaste.


Ele sabe que a criança jogada ao Rio pela Mãe em um momento de depressão pós-parto, e que nunca foi encontrada pelas autoridades, vaga em noite de lua, brinca de peteca ao lado da pedra, empina papagaio ao amanhecer, mas, gosta também de encantar os Botos com sua canção infantil, talvez, segundo ela um dia vire Boto de verdade. Mas, muitos pescadores já o espantaram da proa de suas canoas, ele sempre gosta de aparecer sem ser convidado, quando um pescador faz um fogo para muquiar um peixe, parece que ele vem também querer um pedaço.

 E continuou:
A Mulher da Lua, você lembra da Mulher da Lua? 

(Esta fotografia de Neca Machado, está na obra nacional brasileira- Cidades em tons de cinza - 2017- representando os Mitos e a Tecnologia)


E o ouvinte sacudiu a cabeça que não. A Mulher da Lua só aparece em noite de Lua cheia, surge como por encanto saída das nuvens e desagua na Pedra do Guindaste, diz ela que já encantou muito pescador, vem vestida de prata como escamas de Pirarucu, tem um batom na boca tão forte que parece a cor do urucum, encanta, repetia ela, já deixou até homens loucos que foram parar no hospital de psiquiatria, lembra? E questionou, fite a Lua em noite de Lua cheia que o rosto dela está lá, se você tiver sorte, ela vai sorrir para você, mas se tiver de azar ela vai te assustar, cuidado, é um aviso, repetiu.
E o ouvinte sacudia a cabeça que não.
E continuou:

Lembra do Homem sem pernas?

E a cabeça do ouvinte de novo balançava fazendo um sinal de não.
Me lembro, falou ela entre um suspiro profundo, que parece que, quando foi achado numa manhã de segunda feira, por carregadores de açaí, os peixes já tinham comido suas pernas, só veio o toco, disse ela, ainda tinha um pedaço de osso de fora. Cruz credo, se benzeu.
Minha comadre lembra que quando foi colocado próximo do trapiche, parece que um grito saiu de sua garganta, mas ele também vive na Pedra do Guindaste,afirmou. Só São José sabe de suas traquinagens, e ele não gosta de velas não, dizem que um dia fizeram um despacho na pedra, e de manhã ele parece que não gostou apareceu para os que ficaram, corria atrás dos que não conseguiram disparar na carreira, e deixou muito caboco de cabelo em pé, ao vê-lo correr sobre a lama de madrugada sem pernas, dando cambalhotas no ar, Cuidado, sentenciou, cuidado.

Tu lembras do Índio?

E ele (ouvinte) de novo com a cabeça em sinal de não.
Dizem que ele veio do meio da floresta, e sem conhecer ninguém por aqui, resolveu fazer amizade com uns cachaceiros e depois de muita bebedeira correu para o Rio Amazonas, se afogou e morreu, mas, volta, ele volta sim: disse com convicção, dizem que gosta de dançar ao redor da Pedra do Guindaste, gosta muito de chuva, e quando tem um vendaval ele aparece no meio da tempestade.

E da Mulher da Vida? Sim, ela dava vida aos pobres que a procuravam, fazia os felizes em suas fantasias, lembro que depois de uma noite de prazer, próximo do canal onde tinha uns puteiros, lembra? E o ouvinte já cansado de tanto balançar a cabeça e talvez até com medo, repetia que não. Voltando: depois da noite de farra o cliente não quis pagar, e ela tinha uma Gilette, lembra? Com muita coragem, cortou a cara dele, mas, ele, muito brabo, deu tanto nela que ela foi encontrada morta sem roupa na beira do rio, seus olhos pareciam um buraco sem fim, seus cabelos negros, lindos lembra ela, faziam parte da maré, num vai e vem, quando seu corpo ficou à espera da polícia, dizem que ela anda por aí, gosta de rodear aPedra do Guindaste.

E dos Bois? Lembra?

E de novo sua cabeça dizia que não.
Olha vou te recordar, lá para as bandas do Elesbão tinha o matadouro, lembra?
Mataram tanto boi, que parece que alguns deles tinham vida.
Tem dias que eles voltam e ficam pastando na lama ao lado da Pedra do Guindaste, cuidado, cuidado.
(A bela Pedra do Guindaste, secular no leito do Rio Amazonas, imponente, como fonte cultural da mitologia da Amazônia, tem milhares de mitos e lendas que povoam o imaginário popular)
Por: Neca Machado – Pesquisadora da cultura tucuju




PARTE 02
(A bela Pedra do Guindaste, secular no leito do Rio Amazonas, imponente, como fonte cultural da mitologia da Amazônia, tem milhares de mitos e lendas que povoam o imaginário popular)
Por: Neca Machado – Pesquisadora da cultura tucuju

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 10 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)






CONTO: OS MORADORES DA PEDRA DO GUINDASTE

·        E a velha Pioneira se espreguiçando toda, puxava na memória seu arquivo de estórias mitológicas, da encantadora Pedra do Guindaste do leito do Rio Amazonas na frente da cidade de Macapá-Amapá.
E voltou a desafiar: tu lembras do hospede do Hotel? E o ouvinte de novo a balançar a cabeça com o sinal de não.
E iniciou assim:
Era uma noite de festa, daquelas que só Macapá sabia dar, mordeu o beiço, hum!
Bons tempos, e continuou: a festa tão animada, acho que tinha um nome de estrangeiro, muita fruta sobre uma mesa central, e o ouvinte disse: não era o baile do Hawai?
Sim, sim, era esse mesmo nome.
O tal homem bebeu demais, passou da conta, começou a irritar outros convidados, e colocaram ele para fora.
Parece que desnorteado disse que ia urinar ali,
Foi e nunca mais voltou vivo
Voltou no outro dia, dentro do camburão da polícia técnica, sem olhos, sem as pontas dos dedos, sem roupas e desconhecido, dizem que os “tralhotos” comeram seus olhos.
 Eu não gosto desses peixes, até entram por aí e não saem mais do corpo da gente... Égua!
E soube de mais tarde, muito tarde, que ele aparece nas escadarias do hotel querendo buscar sua mala, dizem que mora na Pedra do Guindaste.

·        E cutucou no ouvinte, e da mulher queimada? Hum!

O incêndio que devastou parte das Docas de Macapá, além de muito prejuízo aos empresários da época, também fez vítimas fatais.
Em um dos quartos uma bela mulher vinda das ilhas do Pará, com seus cabelos dourados, o povo diz que era gringa era linda, o povo falava, não conseguiu sair das labaredas, seu corpo em chama foi consumido pelo fogo, e ela ainda teve forças de correr seminua para as bandas da Fortaleza.
Minha comadre diz que foi no enterro, deu muita gente, mas ela estava toda inchada,
Credo,
 Como a gente fica depois de morta repetiu.
Escutei muito tempo depois que ela voltou.
Mora agora ao redor da Pedra do Guindaste.
Dizem que já apareceu para muito pescador, dizem que corre sobre as ondas com um véu de fogo, e some feito um raio ao anoitecer.
Cruz credo!


Parte- 03
“CONTOS QUE ENCANTAM...”


CONTO: OS MORADORES DA PEDRA DO GUINDASTE
(A bela Pedra do Guindaste, secular no leito do Rio Amazonas, imponente, como fonte cultural da mitologia da Amazônia, tem milhares de mitos e lendas que povoam o imaginário popular)
Por: Neca Machado – Pesquisadora da cultura tucuju


O MERGULHÃO FANTASMA.

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 10 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)
A Velha Pioneira balançava a cabeça como a buscar na memória, seu arquivo especial.


E com seu sorriso enigmático lembrou do Pássaro fantasma. 

belo Mergulhão abençoado por São José, dizia ela entre os dentes.

A maré teimava em bater nas pedras que circundavam a Pedra central, a doGuindaste, disse ela: que as versões contadas por seus antepassados, tinham contradições, disse que em uma delas, a Pedra foi cortada ao meio por um navio estrangeiro, em outra afirmou convicta que a Cobra Sofia, saiu de Santana, um município próximo de Macapá, e se apaixonou pelo santo e não foi correspondida que se enlaçou na pedra e a derrubou, noutra disse que um grande Pirarucujunto com um cardume de peixes bateram tanto na pedra que ela foi derrubada...
Enfim tem milhares de versões que cabe a cada um aceitar, resmungou.
E a Pedra do Guindaste continua imponente tendo ao topo o belo São Joséesculpido pelo português Antônio Pereira Costa.
Mas vamos lá repetiu, não tô demente.
Era uma bela noite de Lua cheia, o trapiche feito uma rua, e a imagem da Lua refletida sobre as aguas do Rio Amazonas, trouxe o maior, o mais belo e o mais inteligente dos Pássaros que conheci, disse ela.
UM MERGULHÃO DO ALEM!
Pescadores que atravessavam a maré se espantaram com o voo rasante do talMERGULHÃO, ele nem se parecia com um Mergulhão disse ela, de tão rápido, voava sobre as canoas que vinham para o Igarapé das Mulheres, as vezes descansava no braço do santo padroeiro da cidade de Macapá, em outras, ele mergulhava de bico no rio, e aparecia no espelho da Lua.
Égua disse ela.
E foi assim a madrugada toda.
Ele nem era preto, era de prata, as vezes reluzia tanto que dizem que era de ouro.
Sabe?
Tem muita gente que lembra dele.
Dizem que carregava nas costas o menino afogado,
Em outras estórias, dizem, repetiu, que ele puxava uma corda trazendo um defunto largado por aí, noutra ele vinha com a sereia, ela nas aguas e ele no céu...
Mas que ele apareceu, apareceu, repetiu.
Cruz credo.
De manhã, ainda tem um monte que é da sua família por ai.

(Pelas manhas na orla de Macapá-Amapá, centenas de Mergulhõesbuscam alimento no leito do Rio Amazonas, talvez apareça outroMergulhão fantasma por aí.)